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“Lilás, uma menina diferente”, livro de Mary E. Whitcomb


Texto de Patrícia L. Paione Grinfeld*

Aos olhos de uma turminha de escola acostumada a ver o mundo apenas sob sua própria lente, Lilás, a nova aluna do grupo, era um tanto esquisita. Enquanto todos presenteavam a professora com presentes comprados, Lilás a presenteou com um presente feito com suas próprias mãos. Seu lanche, além de saudável, era levado em saco de papel e não em lancheira. No dia de levar brinquedo na escola, ao invés levar uma boneca que faz coisas, levou uma planta estranha. Mas não era só isto. Lilás tinha sardas, só usava roupas que tinham sido da irmã mais velha e, embora seu estojo tivesse pouco lápis, conseguiu fazer o desenho mais bonito do campeonato de desenho da escola, surpreendendo a todos, especialmente à dona do estojo mais completo!

Diferente das outras crianças, Lilás não tinha apelido, mas um nome com significado único e belo, como tudo em sua vida. Os colegas da escola não a convidavam para brincar e os olhares atravessados que recebia não a impediam de continuar sendo ela mesma.

Quando chegou seu aniversário, toda turma foi convidada para uma festa em sua casa. “Não havia mágicos nem palhaços. Não havia nada!”

Nada, quando comparado à festas em que o entretenimento vem pronto ou parte de alguém que não as próprias crianças. A festa, ao contrário do que os colegas imaginavam, tinha muita coisa legal, feita pela própria família de Lilás, com as coisas da família.

Com tamanha diversão, as crianças perceberam que Lilás não era tão esquisita assim…

Mais do que uma leitura gostosa, este primeiro livro infantil de Mary E. Whitcomb traz importantes reflexões sobre o quanto somos incitados a adequar nosso comportamento a padrões preestabelecidos, quais valores têm prevalecido em nossa sociedade de consumo e, em meio a isto tudo, o quanto conviver com as diferenças pode ser uma experiência interessante e rica.

Lilás, uma menina diferente, livro de Mary E. Whitcomb; ilustrações de Tara Calahan King. São Paulo: Cosac Naify, 2009.

Nota: Este texto foi publicado pela primeira vez em 29/07/2013 no extinto endereço http://ninguemcrescesozinho.com, o qual foi substituído por www.ninguemcrescesozinho.com.br

(*) Patrícia L. Paione Grinfeld mora em São Paulo, é psicóloga e 2x mãe. Por acreditar que pequenas atitudes podem ser transformadoras, faz seu trabalho de formiguinha na vida e na profissão. É idealizadora do blog Ninguém cresce sozinho e nunca acreditou tanto na importância do trabalho do MILC quando, ao ler “Bruxa, Bruxa, venha à minha festa” para um grupo de crianças entre 2 e 8 anos, uma menina com 3 disse: “Olha a Barbie”, apontando para a chapeuzinho vermelho da história.www.ninguemcrescesozinho.com

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