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Em meio a crise, Vinho cresce.


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Eu recebi o relatório do meu Amigo Adão Morellatto (abaixo), dando conta de crescimento de 11,5% em volume de vinhos finos importados e queda de 3,4% em valor. Ontem recebi do Ibravin um relatório (mais abaixo), que mostra que embora o setor nacional tenha caído 18%!!, os vinhos finos caíram apenas 2,4%, até espumantes caíram em 2016, fato inédito. Mas vale lembrar que vinícolas com oferta de vinhos mais simples cresceram e muito. O mercado mudou.

Mas eu gostaria de chamar a atenção para o fato de que computadas a queda do vinho fino nacional e o significativo crescimento do vinho fino importado, temos um crescimento real de 10,25%.

Vale sempre lembrar que os dados são de importação e não de venda. Mas é o que temos.

 

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Vejam, enquanto a indústria caiu 6,6% e o Comércio caiu 7,3% em 2016 com setores que chegaram a cair 30%!, o Vinho mostra crescimento de 10,25%!!

Ou seja, os consumidores de vinho não deixaram de tomar vinho, reduziram os valores despendidos com o vinho, mas não deixaram de consumi-lo, aio contrário, passaram a consumir mais, muito provavelmente por terem mudado sua categoria de valor.

 

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Volto a lembrar, o mercado de vinho pode ser dez vezes maior do que é. Falta cultura do vinho que se constrói com comunicação e o hábito do consumo diário e parcimonioso do vinho.

O setor precisa promover mais, degustar mais e comunicar mais.

 

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Relatório de Adão Morellatto:

“MERCADO DE VINHOS IMPORTARDOS EM 2016”

Caros amigos de Bacco e parceiros de negócio… findo mais um período cíclico, vimos aqui mostrar nossa análise sobre o comportamento do mercado de vinhos em 2016, com suas especificidade e características próprias. Depois de um deprimente e ridículo 2015, ano passado o mercado mostrou-nos uma grata surpresa, com crescimento de 11,50% em volume, porém com uma queda de -3,40% em valor, influenciado pela abrupta queda de -52,04 do Vinho Champagne da França ou USD 9.500.000 a menos… Não temos ainda um feed back que justifique esta queda…..a única possibilidade é que até Setembro de 2016, vivíamos um momento de incerteza muito grande tanto na política como na economia, e este setor é suscetível as mudanças cambiais….lembre-se que tivemos picos na variação cambial de até R$ 4,16 em Janeiro para R$ 3,16 em Setembro, pós queda da Presidente Dilma…é uma diferença de 31%….

Como se manifestou os principais players do segmento, lembrando-os que sempre ao encerrar o período fiscal, agregamos as três tipologias de vinhos com maior peso na cadeia, e os números nos dão algumas divergências estatísticas: Somente na categoria vinhos finos (não considerando Espumantes e Champagnes) tivemos um leve crescimento de 0,74% e de 12,80% em volume, ressaltando que a tendência de que este mercado vem sofrendo uma guinada para produtos de menor valor agregado. Praticamente retornamos aos patamares de 2012 em valor, mas com um considerável crescimento de 21,52% em volume. Como já comentado em análises anteriores, os principais agentes responsáveis por esta dinâmica são as empresas Ecommerce e os supermercadistas, que por sua atividade específica, são menos penalizados tributariamente, conseguindo preços muito atraentes, também conseguem com sua força de venda, penetração, exposição e aquisição, negociar junto aos produtores, vinhos mais econômicos que atendam a esta modalidade.

 1o = CHILE: Em 2016, representou 43,97% em valor e 47,77% em volume, se Considerar somente os vinhos finos quase beira os 50% em valor. Seu crescimento foi 14,17% em valor e 17,90% em volume. Não há sinais que esta demonstração de penetração se modificará nos próximos cinco anos, com suas marcas fortes e principalmente seus preços atrativos são um ótimo exemplo de que como uma agressiva estratégica comercial aliada a um firme propósito e compromisso de apresentar bons produtos dão resultados promissores a médio e largo prazo. Esta

agressividade mostra-se não somente aqui, mas também em outros mercados importadores, como USA, América latina, Reino Unido, China, Japão e Rússia

 2o = ARGENTINA: Já vem em queda de 30% desde 2011, seu melhor ano aqui e em volume retrocedeu aos patamares de 2008. Sua necessidade de agregar valor ao produto, quase 120% de aumento sobre o custo médio do ano de 2006 não acompanhou a trajetória do mercado em adquirir vinhos mais acessíveis. Claro que esta determinação e formação de valor não estão intrinsicamente ligada ao interesse do produtor em enriquecer, muito pelo contrário, em muitas delas, não paga o custo. Temos que recordar que na Argentina não há fomento neste segmento e as políticas impetradas em anos anteriores foram muito danosas ao setor agropecuário em geral. Seus preços são 13,38% mais caros que os do Chile e 15% da Itália e Portugal. Não estivesse hoje no âmbito do MERCOSUL, com as alíquotas mais benéficas, com toda certeza estaria em outro patamar do Ranking….Em 2016 caio -6,81% em valor e cresceu 11,41% em volume. Contribui com aproximadamente 16% de todo o mercado. É decepcionante para quem já teve quase 30%.

 3o = PORTUGAL: Seguindo sua trajetória de posicionamento, recuperou a terceira colocação, devido à queda França. Sua performance de 10,45% em valor e de 11,55% em volume, apresenta um crescimento de apenas 2,14% em volume e uma queda -9,37% em valor. Seus preços também apresentaram queda de -12,5% com uma média de USD 2,80 lt. Recuou aos índices de 2010 em valor, porém aumentando o volume em 35% tb sobre 2010.

 4o = FRANÇA: Como observado acima, tendo uma forte dependência do Vinho Champagne na sua pauta e com a queda vertiginosa deste ítem no ano passado mostrou-nos uma queda de – 32,17% em valor (quase 10.000 milhões de USD) refletindo muito no quesito, porém apresenta também uma queda de quase 4.000 milhões em USD no segmento de vinhos finos. Muito embora tenha verificado um leve crescimento de 1,37% em volume….e uma baixa de -27,53% no custo médio……Recuou aos números de 2008. Custo médio hoje de USD 4,25 Lt. Contribui com 9,93% em valor e 5,36% em volume.

 5o = ITÁLIA: O pior desempenho entre os grandes players. Desde 2011 já vem Mostrando queda. Em valor enviou valores idênticos ao de 2007 e em volume ao ano de 2006. É de se admirar que um país que possui uma larga produtividade e uma invejável diversidade, apresente este cenário negativo. E ainda mais enigmático porque vem reduzido seu preço médio em 38,60% há quatro anos consecutivos com média USD 2,80 lt. Posicionou-se com 9,11% em valor e 9,86% em volume. Seu produto mais representantivo é o Vinho Espumante tipo Prosecco com 33,52% de share.

 6o = ESPANHA: Único europeu a apresentar crescimento nas duas categorias: 0,75% de valor e 19,77% em volume. Salientando que há 15 anos vem crescendo sistematicamente…….ou sendo mais específico 313,04% em volume desde 2006……nem mesmo o Chile conseguiu esta proeza em volume…. Acredito seriamente que em um tempo muito curto, teremos a Espanha como um forte competidor por esta massa de consumidores aqui presentes e ávidos por produtos de custos x qualidade, produção imensa e condições favoráveis a isto não lhes faltam e estão tomando gosto pelo mercado brasileiro. Sua participação é de 5,56% em valor e de 5,26% em volume.

 DEMAIS PAÍSES: Participam com menos de 5% em Valor e Volume, destaque para o crescimento de 67,46% da Alemanha e 26,54% do Uruguai. Queda de -24,01 dos EUA, -43,73 da África do Sul e -21,88% da Austrália.

Análise de minha única e inteira responsabilidade e competência, estando liberado para divulgação, comunicação e publicação, respeitando seu conteúdo na íntegra.

Abs

INTERNATIONAL CONSULTING

ADAO AUGUSTO A. MORELLATTO
R. Laura B. Nascimento, 245
Mairipora – SP – 07600-000
Tel. 55 11 4419.2286 – Cel. 55 11 973.614.333 Email: adao.morellatto@gmail.com

Email: adao.morellatto@terra.com.br SKIPE: ADAOMORELLATTO

 

Relatório Ibravin:

 

Setor vitivinícola apresenta recuo de 18% nas vendas em 2016
Vinho fino sentiu menos o impacto da crise e teve ligeira retração, de apenas 2,8%. Para contrabalançar, no ano passado, valor de exportações registrou alta de 45%
O desempenho comercial do setor vitivinícola em 2016 recuou 18% frente ao ano anterior, totalizando a venda de 343,7 milhões de litros em vinhos, sucos, espumantes, vinagres, destilados e outros derivados da uva. Os segmentos que apresentaram maior retração nas vendas foram o de vinho de mesa, com venda de 165,9 milhões de litros, e o de suco de uva natural, com 94,1 milhões de litros, ambos com queda de 20%. O vinho fino, entretanto, apresentou uma redução menos expressiva, de apenas 2,8%, mantendo as vendas em 19,2 milhões de litros.
“Já esperávamos que, com uma produção de vinhos menor, a venda seria também menor. Mas esse recuo foi agravado pela crise econômica, aumento dos impostos, do desemprego e da queda no poder aquisitivo das pessoas” analisa o diretor de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani, referindo-se à quebra de 57% registrada na safra de uva do ano passado, que diminuiu a disponibilidade dos produtos.
Contrabalançando o desempenho no mercado doméstico, o setor comemora a retomada nas vendas para o Exterior. O resultado mostra a crescente aceitação internacional dos vinhos brasileiros, principalmente em mercados considerados bastante competitivos, como Estados Unidos, Europa e Ásia. As exportações registraram alta no valor de 45%, totalizando US$ 5,9 milhões, e no volume, de 43%, com 2,2 milhões de litros, assim como no preço médio do litro exportado, que passou de US$ 2,57 para US$ 2,61. As vendas para o mercado externo são fomentadas por ações de promoção internacional desenvolvidas pelo projeto Wines of Brasil, realizado em parceria pelo Ibravin e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
Para o presidente do Ibravin, Dirceu Scottá, no mercado interno, 2017 será um ano de cautela e de bastante empenho por parte dos vinicultores para tentar recuperar os patamares de comercialização registrados em 2015. “Até o momento, a safra tem se apresentado muito positiva em sanidade, volumes e em qualidade. Assim, conseguiremos equalizar estoques e teremos bons produtos para apresentar ao mercado”, observa o dirigente. “A perspectiva econômica para esse ano não é tão favorável, por isso insistiremos nos pedidos de redução da carga tributária, que nos tira a competividade e pesa significativamente na composição de custos, e nos incentivos para melhoria de produção”, complementa.
Oscar Ló, vice-presidente do Ibravin, acredita que, com a equalização da oferta, produtos que são carros-chefes para o setor, como o suco de uva 100% e os espumantes, devem recuperar espaço. “Tivemos um recuo muito pequeno nos vinhos finos, sinal de que o consumidor de vinho brasileiro se manteve fiel ao que costuma comprar. E o suco e o espumante, devem voltar à normalidade pois vinham crescendo a índices muito positivos antes da quebra de safra”, enfatiza.
Quanto às exportações, será dada continuidade às ações do projeto Wines of Brasil, com reforço nos países considerados mercados-alvo (Estados Unidos, Reino Unido e China). A expectativa é de abertura de novos distribuidores e de iniciativas promocionais diretas em pontos de venda e em eventos voltados para o consumidor nessas praças ajudem a incrementar os resultados obtidos em 2016.
DESEMPENHO DE VENDAS
 
Comercialização de vinhos no mercado interno (em litros)
                            2015                     2016                     2016/15
Vinhos de mesa          207.614.489               165.942.550               -20,07%
Vinhos finos                19.782.444                 19.221.812                 -2,83%
Espumantes                18.792.485                 16.850.203                 -10,34%
Total Global          419.468.889          343.715.627          -18,06%
Suco de uva 100% pronto para consumo
                                   117.798.708               94.165.019                 -20,06%
 
Fonte: Cadastro Vinícola – Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi-RS)

 

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