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Os que falam o que acham e os que falam o que sabem…


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Quando anos atrás estive no Rio Grande do Sul, acho que lá por 2005, tive contato com uma pessoa que não me lembro o nome (meus arquivos do antigo blog zip net se perderam), e que era o Diretor de Patrimônio da López de Heredia, que produz o famoso e inigualável Viña Tondônia, um dos 5 melhores vinhos que já provei. Aliás outra coisa que me surpreendeu, uma vinícola que tem um Diretor de Patrimônio…

Ele me impressionou por dois comentários:

” Didú, este país precisa preservar e valorizar o sistema de cultivo de pergolado, que quase está acabando no Mundo. Isso é patrimônio cultural “

E a outra questão:

” Didú, não entendo uma coisa: Ninguém produz um vinho bem feito com estas uvas não viníferas? “

 

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O tempo passou e um dia estou em Portugal, mais precisamente na Quinta da Aveleda, uma das Quintas mais lindas que conheço e que produz o famoso Casal Garcia e a aguardente Adega Velha e um enólogo de lá me conta que na Europa estava proibido se fazer vinho com vinhas não viníferas pois elas produziam na fermentação um componente cancerígeno! Fiquei alarmado e inclusive escrevi a respeito na ocasião. Outro post perdido no zip net…

O assunto estava praticamente perdido em minha cabeça, quando aparecem dois vinhos brasileiros que adorei e que respondiam a uma das inquietações daquele simpático Espanhol do Tondônia. Sim, agora temos vinho bem feito com Isabel.

 

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Um deles é da Lizete Vicari, que resolveu vinificar em branco seu conhecido Isabelão que cansei de curtir seu frescor. Este Praia do Rosa resultou num rosé delicado e sedutor que mata a sede e pede mais.

O outro é do inquieto, criativo e livre enólogo Eduardo Zenker, falo do Rovinai (significa Arruinado), que é um corte de Isabel com Sangiovese, um vinho intrigante e pétilant, com apenas 11º de álcool e engarrafado em garrafinha de cerveja.

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Acontece que muita gente da mídia especializada do vinho que torce o nariz para aromas fora do padrão da roda de aromas que aprenderam nos cursos para Sommelier, também torcem o nariz para vinhos de castas menos nobres como as Labruscas. Há até quem ache preciso tomar Omeprazol…

Mas como tenho visto o retumbante sucesso desses vinhos que citei acima, em feiras onde comparecem, resolvi perguntar a quem realmente sabe, não apenas tem opinião. Gente que é formada no assunto e que pesquisa de verdade. Por intermédio do Diego Bertolini do Ibravin, pedi que encaminhasse minhas dúvidas à Dra. Regina Vanderlinde.

 

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A doutora em enologia Regina Vanderlinde, é a primeira representante do Brasil na Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). Ela trabalha como secretária-científica da Subcomissão de Métodos de Análise de Vinhos. Foi aprovada por unanimidade por todos os representantes dos países que participam da OIV, por tanto a opinião dela não se trata de opinião pessoal, mas é opinião científica.

Regina é também professora da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e gerente geral do Laboratório de Referência Enológica (Laren) da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, mantido em parceria com o Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho).

 

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Eu escrevi a ela e perguntei sobre essas minhas dúvidas, afinal o brasileiro consome 3 vezes mais vinhos de Labruscas do que de viníferas. Se fosse verdade o que ouvi e o que dizem, muita gente estaria morta pelo vinho de labruscas, mas ao contrário do que dizem os que acham, a verdade dos que sabem é outra. Veja a resposta da Dra. Regina Vanderlinde:

 

1) Os vinhos de mesa fazem mal à saúde como alegam muitos críticos? Tem metanol, etc?
Não fazem mal a saúde de jeito nenhum.
As uvas Vitis labruscas podem conter mais metanol esterificados nas suas pectinas, mas como o tempo de maceração é muito curto ele não é extraído em altos níveis. O tempo de fermentação e portanto de maceração destes vinhos é muito curto, diferente dos vinhos de vinífera que tem um tempo de fermentação muito maior. Em todos estes 30 anos que trabalho com química analítica de vinhos raramente vi um vinho com valor superior ao limite de 350 mg/L que é, por exemplo, o limite da legislação brasileira. Ao contrário muitas vezes estes vinhos tem menos metanol que vinhos de vinífera, bem como muito menos metanol que outras bebidas destiladas.
Não há nestes vinhos outros compostos diferentes dos vinhos de viníferas que possam causar algum transtorno a saúde. 
O que geralmente incomoda é o aroma do metil antranilato, caracterizado com “foxé”, mas que não provoca danos a sáude.

 2) Os conhecidos benefícios à saúde que conhecemos, pela ingestão parcimoniosa e regular do vinho fino, acontece também com a ingestão dos vinhos de mesa?
Sim, estes vinhos também tem antioxidantes e resveratrol que são benéficos a saúde.

 

Bem, agora que você está informado por quem sabe de verdade, científicamente, curta sua preferência e se quiser saber como é um vinho bem feito de Labruisca, experimente os que citei acima. Na Enoteca Saint Vin Saint tem. Saúde.

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