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Direto da Fest Comix #5


E encerrando a série de posts com pequenas entrevistas que rolaram com artistas e editores brasileiros na 21ª Fest Comix, que aconteceu entre os dias 17 e 19 desse mês, publico hoje Gustavo Duarte, Shiko, Camilo Solano, Thiago Souto e Janaina Larsen.

21-fest-comix

Gustavo Duarte

(‘Táxi’, ‘Có’, ‘Birds’, ‘Chico Bento – Pavor Espaciar’, ‘Monstros’)

Gustavo Duarte autografando 'Chico Bento - Pavor Espaciar'

Gustavo Duarte autografando ‘Chico Bento – Pavor Espaciar’

Entre o ano passado e este ano, você desenhou histórias dos Guardiões da Galáxia e do Bizarro para a Marvel e DC. São projetos que exigiram muito do seu tempo, mas deu pra pensar em algum projeto autoral?

Ah, nunca mais vou fazer nada autoral! (risos) Neste ano, ficou bem difícil de fazer alguma coisa porque fiz outra história dos ‘Guardiões da Galáxia’ para a Marvel e também teve as HQs do Bizarro para a DC. Ficou complicado conciliar esses trabalhos com algo autoral. Em outubro, vou ficar fora do Brasil por um tempo e não vai dar para pensar em nenhum projeto, mas tenho duas ideias de novas histórias. Na verdade, são três, mas duas estão mais maduras.

‘Táxi’ já está esgotada em todos os lugares do planeta Terra e você me disse uma vez que planeja republicá-la em formato de disco de vinil. Ainda pensa nisso?

No futuro, sim. A Dark Horse queria lançar ‘Táxi’ e a Cia. das Letras também, mas eu não queria que ela saísse sozinha. Eu pensava e ainda penso em fazer uma continuação e colocar as duas como se fossem dois lados de um disco de vinil. Como relancei ‘Có e Birds’ no ano passado, achei melhor dar um tempo.

Em dois anos, foram dois convites aceitos para trabalhar em projetos de duas gigantes mundiais dos quadrinhos. Você imaginava chegar onde está?

Pode parecer nojento o que vou falar, mas nunca tinha sonhado em fazer isso que estou fazendo. Eu tinha muita vontade e trabalhei para publicar nos Estados Unidos, mas achava que havia muita distância em relação a essas editoras. Realmente, não imaginei que seria para esse lado, Marvel, Guardiões da Galáxia, sabe? Eu pensei que, talvez, fosse algo autoral, como a Dark Horse publicou ‘Monsters & Other Stories’. Estou achando muito legal, mas eu não esperava, mesmo.

Shiko

(‘Blue Note’, ‘O Quinze’, ‘Piteco – Ingá’, ‘O Azul Indiferente do Céu’, ‘Talvez Seja Mentira’, ‘Lavagem’)

Shiko autografando a nova edição de 'O Azul Indiferente do Céu'

Shiko autografando a nova edição de ‘O Azul Indiferente do Céu’

No bate-papo que rolou na Gibiteria na quinta-feira pré-Fest Comix (16/7), você disse que depois de publicar a adaptação de ‘O Quinze’ (2012) e ‘Piteco – Ingá’ (2013) para o selo Graphic MSP, queria mostrar também seu lado mais autoral. Você acha que conseguiu?

Eu espero que sim, porque deu um trabalho do caralho (risos). O negócio não era nem se desligar de uma coisa, mas de mostrar outra. Eu fiz ‘O Quinze’ e ‘Piteco – Ingá’ e gostei muito dos resultados. Mas como fazia muito tempo que eu tinha feito uma coisa autoral [‘Blue Note’, em 2007] e eu sabia que muita gente que não conhecia meu trabalho iria passar a conhecer. Então, gostaria que soubessem que a origem do meu trampo e o que, provavelmente, vou continuar fazendo tem mais a ver com o autoral. Não é porque quero negar o que fiz. Muito pelo contrário, porque tenho muito orgulho. Só queria mostrar outra coisa. Então, acho que sim, tive sucesso no que pretendi.

Desde ‘O Azul Indiferente do Céu’ (2013), você vem contando coisas que têm muito a ver com você?

Acho que não só agora. Mesmo em ‘O Quinze’ e ‘Piteco – Ingá’, tem questões que são questões para mim, mesmo sendo adaptações de histórias ou personagens que já existiam. Nessas duas obras, o roteiro é meu. Eu não ia escrever uma coisa que eu pensasse ‘pô, estou escrevendo isso aqui, mas detesto’, saca? Na história do Piteco, por exemplo, o fato de a Thugga ter um papel importante no enredo era uma coisa importante para mim. Eu não queria que ela fosse uma mulher que tudo o que quer na vida é um casamento. Era uma coisa importante que ela fosse quase que uma protagonista.

Camilo Solano

(‘Inspiração’, ‘Onde Eu Tavo?’, ‘Captar’)

Camilo Solano autografando 'Captar', com a invasão de seu companheiro Thobias Daneluz

Camilo Solano autografando ‘Captar’, com a invasão de seu companheiro Thobias Daneluz

Camilo, o que você pode dizer sobre a próxima HQ que você vai publicar, ‘Desengano’?

Vou publicar de maneira independente de novo e é a primeira vez que vou fazer uma história em que eu não sou o protagonista. Serão todos personagens fictícios, mas com base na realidade. É a minha primeira experiência com isso, o que me deu uma liberdade de criar coisas mais diferentes, mais bizarras. Ainda não posso falar muito, mas tem muito de mim ali naquelas páginas, mesmo sendo personagens criado. Acho que o leitor vai descobrindo conforme for lendo.

Mas essa mudança foi natural ou foi resultado de reflexões?

Acho que foi uma decisão de momento. Pretendo voltar a fazer histórias sobre mim, porque gosto e porque deu certo. É legal ensaiar outros tipos de narrativas para experimentar, mesmo.

Depois de ‘Captar’, algumas editoras se aproximaram e ofereceram publicar seu próximo trabalho?

Rolaram algumas conversas com editoras e eu analisei com carinho. No fim, decidi mais uma vez fazer de maneira independente. No começo, já havia decidido e anunciado que faria independente, mas pensei em voltar atrás. Estou sempre interessado em editoras. Mais pra frente, com certeza, quero publicar com uma.

Thiago Souto

(‘Supernova’, ‘Mikrokosmos’)

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Thiago Souto e sua mesa na 21ª Fest Comix

Pôster com personagem e arte de 'Labirinto', próxima HQ de Thiago Souto

Pôster com personagem e arte de ‘Labirinto’, próxima HQ de Thiago Souto

A HQ que você lançou em 2014, ‘Mikrokosmos’, tem recebido boas críticas e te levou a ser indicado à categoria Novo Talento Desenhista, do HQMix. Você já projetava isso quando publicou a história?

Eu não esperava nada. Fiz essa HQ para a Comic Con Experience [que aconteceu em dezembro de 2014] e gostei bastante do resultado, mas como fiz tudo muito rápido, não deu tempo de criar nenhuma expectativa. Está sendo bem massa esse reconhecimento. Eu mandei para alguns lugares e as respostas foram bem positivas. Quando houve críticas, foram bem construtivas.

E o que você projeta para o futuro? Já tem algo sendo colocado em prática?

Tenho um projeto. No ano que vem, vou lançar uma nova HQ chamada ‘Labirinto’, provavelmente, na mesma época que publiquei ‘Mikrokosmos’. É uma história que se passa dentro dos sonhos de um garoto, que também são habitados por outra criatura. Eles vivem algumas aventuras nesse ambiente. É uma coisa bem viagem, bem onírica.

Janaina Larsen

Editora da Mino

Equipe da Editora Mino na Fest Comix. Da esquerda à direita: Diego Sanchez, Pedro Cobiaco, Mike Deodato Jr., Luciano Salles, os editores Janaina e Lauro Larsen e Shiko (Foto: Facebook/Editora Mino)

Equipe da Editora Mino na Fest Comix. Da esquerda à direita: Diego Sanchez, Pedro Cobiaco, Mike Deodato Jr., Luciano Salles, os editores Janaina e Lauro Larsen e Shiko (Foto: Facebook/Editora Mino)

O estande da Editora Mino foi o mais movimentado nos três dias da Fest Comix. Acha que isso já é um retorno do trabalho que vocês vêm fazendo nesses 9 meses de trabalho?

Acho que nossa força é a força dos artistas que temos. A gente sempre fala que a Mino é como uma família. Todos vestem a camisa, às vezes, literalmente (risos). Todo mundo veio disposto a detonar. Acho que a isso que se dá esse movimento constante. Todos eles têm muito público e tem gente que vem comprar Mike Deodato Jr. e leva uma coisa do Shiko ou do Diego Sanchez, que tem obras para um público totalmente diferente. Ou ao contrário, né?

A linha editorial de vocês parece ser, justamente, não ter linha editorial. O objetivo é publicar boas obras, mesmo que não tenha nada a ver com o que publicaram antes?

A intenção é essa. Temos uma grande preocupação com o artista, tanto é que republicamos algumas obras que haviam sido lançadas de maneira independente ou por outra editora. Queremos trabalhar o artista como um todo. Tem que ser legal para todo mundo ou acaba não sendo legal para ninguém. A gente quer lançar gente boa, independentemente se for mais popular, alternativo ou o que quer que seja.


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