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O hobby virou negócio: e agora, quanto cobrar pelo serviço?


Em 2011 descobri outra profissão que me dava satisfação: a fotografia. Depois de um curso básico para aprender a mexer na câmera, saí fotografando tudo e todos até descobrir o que, de fato, faria com aquele hobby.  E, alguns meses depois de fotografar muito e de graça (para criar meu portfólio), passei a cobrar e transformei a paixão em uma segunda fonte de renda.

Ainda não me dedico como gostaria, mas a verdade é que, desde então, a fotografia tem rendido muitos momentos bons e algum dinheiro no bolso. Dinheiro este que utilizo para investir na própria profissão, com a compra de equipamentos, por exemplo. E onde quero chegar com isso tudo? Bom, vou parar de me estender e explicar.

Barganhar preço é uma atitude típica de brasileiro. Eu também faço quando vejo possibilidades. Mas quando se trata de serviço, dificilmente eu costumo ‘chorar’ para que o preço caia. Se não tenho condições de pagar, se aquele valor não cabe no meu orçamento, eu simplesmente agradeço a atenção e procuro por outro.

A questão é que recebo muitos pedidos de orçamento perguntando se “não dá pra fazer mais em conta porque será uma festa pequena, para poucas pessoas”. Sou fotógrafa infantil e meu mundo é rodeado por crianças correndo, brincando e que não param um segundo para tirar a foto – o trabalho que o fotógrafo tem, independe do tamanho da festa e do número de convidados.

Em quatro anos de fotografia, aprendi duas coisas:

  • A primeira é que quando este não é o seu único trabalho, as pessoas tendem a achar que você faz apenas por hobby e que, por conta disso, não tem problema diminuir o valor;
  • A segunda é que se você diminui o valor, a cobrança pela foto é a mesma e o cliente ainda pode achar que você estava lucrando muito acima do normal. Já que deu um ‘descontão’, por que não cobra, de fato, este valor?

Então, atualmente, cobro o preço que acho justo pelas horas dedicadas ao trabalho, pela depreciação do material e pelos custos que tenho com deslocamento. Caso contrário, não faço por menos. Se um amigo muito próximo quiser me contratar, ainda assim não faço por menos. Das duas, uma: o valor total ou de graça.

E você? Já passou por alguma situação parecida? Já conseguiu transformar seu hobby em negócios? Como você cobra pelos seus serviços?

Foto “Pretty photographer”, Shutterstock.

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Este artigo foi escrito por Nayra Garofle.
Jornalista há 11 anos, pós-graduada em Jornalismo Cultural, fotógrafa infantil, esposa, mãe da Júlia e administradora do lar.
Este artigo apareceu originalmente no site Dinheirama.
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