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Inovação ou invenção?


Seguindo a sugestão de um dos participantes do Papo (obrigada, Evandro!), resolvi trazer para discussão as mudanças de regras que serão testadas no Mundial Sub-23 masculino e feminino, que acontecem em agosto e setembro. 
FIVB testa regras Mundial sub-23 Boskovic sacando vôlei

A primeira novidade está fora da quadra, na fórmula de contagem da partida. Serão disputas de melhor de 7 sets, cada um de 15 pontos.

Dentro da quadra, estão as outras duas novas regras:

1- No saque viagem ou flutuante, o jogador não poderá mais aterrissar dentro da quadra. Tanto o salto como a queda devem ser realizados antes da linha.

2- Os ataques realizados antes da linha de 3 metros só poderão cair no fundo da quadra do adversário, também antes da linha de 3 metros. Ou seja, nada de largadas atrás do bloqueio.


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Sempre me agradou o fato de que o vôlei não é uma modalidade engessada. De tempos em tempos, ele se atualiza, propõe mudanças para melhorar a dinâmica do jogo e para se adaptar melhor ao seu tempo.

Porém, de uns tempos para cá, tenho a impressão de que a criatividade da FIVB tem sido um tanto exagerada. Não sei se estou ficando velha - e, portanto, com mais aversão a mudanças - ou se realmente a federação está forçando a barra com algumas propostas.

Das alterações propostas para o Mundial Sub-23, a do saque é a que me parece mais compreensível e sobre a qual, a princípio, não tenho restrições. Acho que é uma regra que, caso adotada, teria maior repercussão no vôlei masculino em que os saques viagem são muito mais fortes e acabam resultados em mais aces ou em mais erros, não favorecendo a troca de bola de maior qualidade.

Acredito que o propósito desta regra, assim como a do ataque da linha dos 3, é manter a bola por mais tempo em jogo e melhorar o espetáculo.

Agora o que a FIVB não quer, para não afastar as TVs, é exatamente que as partidas durem mais tempo. Por isso, propõe, em contrabalanço às regras que tendem a aumentar o tempo de bola “rolando’, que os sets sejam menores, com duração de um tie-break. 

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O intuito da FIVB é atrair mais espectadores e, assim, maior visibilidade e mais patrocínios. Só que não sei se este é o caminho certo para isso, sinceramente.

Primeiro porque colocar mais regras - e ainda mais confusas como esta do ataque da linha dos 3 -, só torna o esporte mais hermético, complexo de entender e acompanhar.

Segundo, acredito que as propostas do ataque da linha dos 3 e dos sets menores acabam por limitar as ações/recursos dos jogadores e restringem a dinâmica de início-meio-fim de cada set. Ou seja,
ao contrário do que possa ser intenção da FIVB, tendem a empobrecer a qualidade e as emoções do jogo.

A forma de disputa em melhor de 7 sets, aliás, é bastante radical, o que me leva ao terceiro motivo para não achar que estas mudanças sejam o caminho certo: a nova fórmula até pode atrair novos espectadores, mas afasta os fieis torcedores que veem o esporte que gostam tendo a sua essência deturpada. 


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