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Tem gringo no banco


Depois de semanas de buscas e sondagens, resolvida a novela: Stefano Lavarini será o comandante do Minas na temporada 17/18. 

Italiano, Lavarini fazia parte, desde 2010, do staff técnico do tradicional time do Bergamo, mas foi em 2012 que assumiu, pela primeira vez na carreira, o posto de treinador principal. Sob seu comando, o Bergamo venceu a Copa Itália do ano passado. Lavarini ainda trabalhou como assistente de Giovani Guidetti e da Lang Ping.  

Trabalhar em uma liga estrangeira será uma novidade para Lavarini tanto quanto será para o Minas e para o vôlei brasileiro feminino receber um “gringo” no comando de uma das equipes. Na história recente da Superliga feminina, não me recordo de nenhum estrangeiro que tenha assumido o posto de treinador.

Não existe uma tradição, portanto, de outras escolas ou outros pensamentos na competição brasileira. A Superliga tem um DNA muito brasileiro. 

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Este será um dos desafios de Lavarini. Apesar de a experiência da liga italiana ter dado a ele, certamente, um jogo de cintura para aproveitar da melhor forma os mais diversos estilos de jogo de cada atleta estrangeira, ali ele representava a base da qual partia todo o resto.

Aqui, ele é o estrangeiro. O time já está praticamente montado sem a sua interferência. Há uma série de jogadoras, não só no Minas, que ele não tem conhecimento ou conhece muito pouco. Coisas pelas quais ele terá que correr atrás e que requerem um bom tempo.

O meu receio é que, nesta posição de novato, Lavarini possa ser engolido pelo time, ainda mais se não mostrar resultados de cara. Tem duas jogadoras de personalidade forte que podem assumir o comando do time informalmente: Hooker e Macris.

Hooker tem o poder da bola. Criou uma identidade com o Minas e percebe-se seu peso no grupo. E Macris, mesmo na sua temporada de estreia, também pode oferecer resistência ao comando de Lavarini, pois ela não costuma dar muito ouvidos às orientações dos treinadores. Se ela não ouviu o Zé Roberto, que dirá Lavarini.

Por outro lado, Lavarini chega com um novo olhar e com um novo espírito que pode ser positivo para a competição. Ele deve saber, obviamente, quem é que manda no cenário nacional. Mas, exatamente por esta posição de novato, pode assumir uma posição mais ousada e, digamos, desrespeitosa ao status quo brasileiro. 

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Serão muitas novidades para digerir. Para os dois lados, aliás.

Fico na torcida para que a experiência dê certo. Acho que o Brasil, assim como a Itália, tem uma boa escola de treinadores que podem dar conta com competência das equipes daqui. Mas a troca de conhecimentos e a abertura para outras visões e modos de trabalho são sempre incentivadoras da qualidade nas competições nacionais. 

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