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Review – Terra Formars, de Yu Sasuga e Kenichi Tachibana (Volume 1)


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A caça torna-se o caçador.

Este ano no evento Henshin+, a editora JBC aproveitou para anunciar diversos mangás e um deles é um dos atuais grandes sucessos da Shueisha, o mangá futurista espacial Terra Formars.

O mangá é de autoria de Yu Sasuga, no roteiro, e de Kenichi Tachibana, responsável pela arte, e é serializado na revista Young Jump desde 2011. Em 2014, a série ganhou uma adaptação animada pra TV em 13 episódios e 2 OADs que acompanharam os volumes 10 e 11 do mangá. Este ano também foi anunciado a segunda temporada do anime e uma adaptação em live action que tem previsão de lançamento em 2016.

55A HISTÓRIA

A história de Terra Formars se passa no ano de 2599, quando os seres humanos, em busca de uma expansão espacial e de um novo lar, decidem preparar uma colonização de Marte. Cientistas mandam para lá criaturas bem conhecidas dos humanos: baratas, e uma espécie de alga aproximadamente 500 anos atrás. A ideia era ter a certeza que Marte teria o clima perfeito para a adaptação de nossa espécie. Contudo, uma estranha reação fez com que a primeira nave espacial humana que chegou ao local encontrasse com as mesmas baratas mas em terríveis imagens humanoides, com um grande poder de destruição. A missão então vira outra: destruir e matar todas as baratas mutantes. Porém a batalha não será tão fácil quanto esmagá-las com um chinelo.

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CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS

Terra Formars começa de uma maneira bem didática pela palestra do professor Honda direcionada à jovens estudantes. O professor explica sobre o processo de terraformação do planeta Marte, iniciado 500 anos no passado, e da escolha de enviar para o planeta dois organismos terrestre para acelerar o processo, uma espécie de alga e um “organismo vivo de coloração escura”, as baratas, para acelerar o processo. Mas não é só o professor que nos mostra como está a sociedade e o projeto, pois no mesmo momento a nave BUGS-2 está se aproximando do planeta vermelho para cumprir uma importante missão, a de dedetizar o planeta.

Os tripulantes da BUGS-2 são das mais diversas origens, os japoneses Nanao Akita e Shokichi Komachi são conhecidos de infância, a russa Maria Virén não estava habituada com as baratas terrestres no seu país de origem, já o tailandês Ting estava acostumado a comer insetos, incluindo baratas. Liderados pelo capitão D. K. Davis, originário dos EUA, o inusitado grupo de astronautas de origem humilde e desconhecidos pela população seguem os passos da nave BUGS-1, que mesmo com experientes astronautas falhou na missão por razões misteriosas. O supervisor Alexander Gustav Newton da U-NASA, a agência espacial da ONU, monitora todos os passos do grupo no planeta vermelho e parece saber os motivos da falha da BUGS-1.

Ao chegarem no planeta e utilizarem o inseticida para eliminação das baratas o grupo é dividido em duplas com o objetivos de coletar os pequenos insetos mortos e explorarem como ficou o planeta após o processo de terraformação, mas são surpreendidos ao encontrarem seres humanoides que possuem algumas características que estão presentes nas baratas, como cercos, antenas e a pele de coloração escura, os terraformers. Com a descoberta dos terraformers uma crise e desconfiança de que a U-NASA já sabia o que ocorria no planeta abate o grupo, pois aquele grupo de astronautas passaram pelo procedimento BUGS, uma espécie de cirurgia que atribuiu a cada um as características de um inseto, além de um treinamento para emergência, mas nada com os caçadores tornando-se a caça.

96-97Durante a luta pela sobrevivência do grupo as habilidades de inseto de cada um são reveladas e percebe-se um grande cuidado na escolha do inseto, apresentando um desenho que aproveita o tipo físico humano original de cada personagem, mas com grande presença das características dos insetos escolhidos de cada um. Unindo a explicação de cada inseto ao desenho nota-se que a dupla de autores desenvolveu o conceito de união homem/inseto muito bem, e como esta parece ser a grande marca da série inúmeras possibilidades são possíveis, dado a quantidade de insetos que existem.

Existe uma grande quantidade de personagens e devido aos acontecimentos é difícil criar afeição com eles. Existem personagens marcantes, mas há alguns que você acaba por se perguntar se ele já tinha aparecido antes na história – isso porque há uma quantidade limitada de espaço na nave para passar despercebido. O supervisor Alexander e o professor Honda devem aparecer com frequência na história, visto a importância que possuem, já os demais são uma incógnita.

As revelações da trama não se limitam na exploração e eliminação dos terraformers, ou na eliminação dos humanos do planeta por elas, pois na Terra existem grupos com as mais diversas intenções no que a BUGS pode fazer no planeta. Há grupos que pretendem seguir a risca os planos originais, já outros querem um terraformer para estudarem e fazerem deles armas, o que ocorre algum dia com praticamente tudo o que ser humano descobre ou cria. A história é bem desenvolvida e mostra que quantos anos se passarem a humanidade fará algo que dará problemas para ela mesma algum dia. Terra Formars começa muito bem sua história e, tal como a quantidade de insetos do mundo, as possibilidades são inúmeras.

71A EDIÇÃO NACIONAL

Terra Formars é um dos poucos mangás anunciados pela editora este ano que não está concluído no Japão, e se o nível de história só tender a subir a partir do que foi visto no volume tem tudo para se tornar um dos mangás infinitos da editora. Editorialmente falando, sinto que o mangá está em um nível próximo da linha que a editora adotou para mangá lançados direto em livrarias e lojas especializadas, mas sendo lançado em bancas. As fontes utilizadas no mangá estão boas, exceto dentro dos quadros de narração que causam uma estranheza com os nomes científicos dos insetos, cujo os quais não estão em maiúsculos como o restante do texto. Se apenas fosse aplicado o itálico da fonte ali já se entenderia tratar de um termo técnico. Além de alguns problemas na aplicação dos números sobrescritos das referências. Interessante foi terem colocado no final as referências utilizadas pelos autores -para quem tem interesse em pesquisar sobre insetos é algo interessante.

Partindo para a questão gráfica, Terra Formars foi um dos títulos que também sofreu com a chamada “crise do papel” e inicialmente programado para utilizar o Brite 52g, acabou-se utilizando o papel Offset, sem gramatura divulgada. Tal mudança afetou o preço do mangá, que subiu em 1 real, mas foi uma mudança benéfica, por não ter saído em Brite 52g. Não tenho como comparar como poderia ter ficado, mangás com a temática espacial como o próprio Terra Formars e Planetes se beneficiam da cor branca em cenas no espaço, sendo um uso inteligente do papel e não a utilização por ser de “melhor qualidade” (já que mesmo assim existem alguns casos de transparência) não fazendo do Offset a solução para o papel dos mangás. O formato do título está realmente muito bom (se fosse adotado o 12 x 18 cm seria uma escolha falha) com a devida valorização da detalhada artes dos espaços e das transformações em inseto. O layout de capa está ótimo – gosto da aplicação vertical do título; já a quarta capa não é uma repetição da primeira, o que é muito bom, e contém a barra preta na parte inferior com uma breve sinopse do volume, útil para quem não conhece o título saber sobre do que ele trata.

126COMENTÁRIOS FINAIS

Temos em Terra Formars um título que, mesmo o anime não causando todo o impacto esperado, deve conseguir seu espaço com as próprias pernas. A divulgação da editora para o título é o padrão de sempre; para quem já lê e acompanha mangá a muito tempo é difícil perceber se a forma de marketing traz novos leitores, mas tal como a editora fez com The Seven Deadly Sins, Terra Formars poderia ter um evento de lançamento para ele, alguma campanha do tipo. É um título que chegou com tempo hábil de acompanhar o Japão, que terá uma nova temporada do anime e um live action. Espero que o sucesso da obra desperte o interesse da editora em trazer os spinoffs que estão, ou foram, lançados no Japão. É uma franquia que pode render bem para a editora, não só financeiramente, mas na formação de novos leitores.

Para quem tem dúvida de ler ou até receio pelo elemento principal do título, as nojentas baratas, recomendo que compre o primeiro volume, ele tem a história fechada de tal forma que poderia ser tratada como um oneshot ou um volume zero. Pela forma como acaba o volume muitas possibilidades estão abertas, mas se os autores seguirem a execução do primeiro vai valer muito a pena ter na coleção.

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FICHA TÉCNICA

Terra Formars 01

 Título: Terra Formars (テラフォーマーズ)
Autor: Yu Sasuga (roteiro), Kenichi Tachibana (arte)
Editora: JBC
Total de volumes: 13 (ainda em publicação)
Periodicidade: Mensal
Valor: R$ 14,90

Pontos Positivos

  • Roteiro e arte detalhados e bem fundamentada em pesquisa;
  • Boa utilização do papel branco;
  • Ótimo layout de capa.

Pontos Negativos

  • Muitos personagens vagos, descartáveis;
  • Baratas são muito nojentas;
  • Apesar das longas explicações um glossário ao final ficaria interessante.

Nota Volume 1: ★★★★


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